Nós estamos nos esforçando, estamos abrindo nossos corações, deixando essa felicidade entrar. Mesmo que seja apenas uma prévia, é nossa. E isso ninguém pode roubar.

10 de abril.

Tudo bem, tudo bem. Já te entendi, menino. Você é o do tipo que faz de tudo pra conquistar, mas que depois tem que ser conquistado. O tipo que consegue, mas depois se desfaz. Já entendi, e entendo toda a sua história de vida, e te decifro cada vez que você me olha diferente, e te leio cada vez que você quer falar, mas não fala. Loucura, né? Loucura mesmo é o fato de que os opostos se atraem, mas eu e você somos idênticos. Então, um não deveria retrair o outro? Um não deveria ficar longe do outro? Me diz essa, menino. Por que eu não consigo? Por que você não consegue? Se abre pra mim. Diz pra mim tudo aquilo que você sente, pede o que você quer, fala do que você gosta. Me conte tudo. Tudo! Só não deixa esse silêncio entre nós dois, que é isso que me mata, e vai acabar te matando também, porque eu e você somos idênticos. 

E mais uma vez lá vai ela. Escrevendo palavras sem sentido para um tal rapaz bonito que ela nem sabe quem é. Pobre Sarah, vivendo sua vida medíocre, assistindo Gossip Girl, abraçada com seu travesseiro, ela passa batom vermelho nos lábios, sonhando em um dia encontrar o rapaz dos seus sonhos. Quem é ele? Ela não sabe, nunca o conheceu, mas ela tem certeza de que ele vai aparecer. E Sarah estará lá. Como sempre, sozinha, vivendo tão insegura, abraçando seu travesseiro, mas com a certeza de que seu verdadeiro amor está chegando. E ele será lindo - e rico - o bastante para suprir todos os seus sonhos.

Pobre Sarah, tão ingênua, com sua vida medíocre e batom vermelho nos lábios, com seus sonhos impossíveis, que nunca acontecerão. E ela sabe disso, mas ela não liga. E, assim, lá vai ela novamente.

For my darling.

Sabe, sempre quis fazer meio que uma história da nossa vida, de tudo o que já passamos, mas que eu sinta que seja o suficiente… Até porque, toda vez que eu termino de escrever todo o meu amor, eu começo a te amar ainda mais, e, logo, o texto nunca está bom o bastante. Mas hoje vou fazer diferente. Não vou contar o quanto eu te amo. Vou deixar que você descubra por si só. Mas se quer saber o porquê do meu amor, eu posso falar.
Eu te amo por simplesmente ter te conhecido, ter aberto meu coração pra você, por confiar em você, por ter sua confiança, por ter escutado sua voz poucas vezes, mas ter a certeza de que a sua risada me acelera o coração, por nunca ter te visto de verdade, não pessoalmente, mas saber que eu não preciso disso pra saber o quanto eu amo você. E na verdade, eu não sei o quanto. Tudo o que eu penso nem se aproxima, nunca é grande o bastante pra representar o nosso amor, e menos ainda pra representar o tamanho da nossa história juntos. E sabe, eu amo nossa história tanto quanto amo você. Apesar dos apesares, essa nossa amizade maluca sempre foi bonita demais, sempre foi boa demais. Você me faz um bem que ninguém entende, nem mesmo eu. Eu sei, erramos algumas vezes, e quem não erra? Nunca nos julgamos por isso, você sempre me apoiou em cada decisão, sempre me ajudou muito, e eu sempre estive aqui pra você. Firme e forte. Até quando você não estava, até quando você sumiu. Mas sabe de uma coisa? Tudo bem, as vezes sumir é necessário. As vezes eu sinto uma vontade louca de sumir também, mas nunca tive força nem a coragem que você teve. Te admiro por isso. 
Não só te admiro, como te amo. E amo muito. Além de qualquer coisa que você imagine. E me preocupo, apesar de todos os tipos de distância, sempre me preocupei. Enfim. É isso. Mais um texto pra você, mas esse é especial, porque eu tô aqui, de coração aberto e lágrimas nos olhos revelando ao mundo o quanto você é especial pra mim.

Eu te amo hoje, te amo amanhã, te amo mês que vem, ou ano que vem, ou no próximo século. Te amo hoje e te amo sempre. B.

Não espere eu sentar aqui e fingir compreender tudo o que você me falar. Não vai dar certo. Eu sei, eu sei. Eu poderia ser um pouco mais adulta, eu também poderia te dar toda a força e dizer que vai dar tudo certo, poderia te ajudar e te abraçar cada vez que você desse um passo a frente na sua vida. Mas não, não posso. Nem quero. E espero que dê tudo errado, que você perceba o quanto só comigo seria certo, o quanto só eu sou a mulher perfeita pra você. E que você foi feito sob medida pra mim.
Que nosso pseudo-amor foi fraco, e foi rápido, mas foi bom demais, foi bonito demais. E quero que você enlouqueça com o amor da primeira mulher que te oferecer, e que sinta a minha falta, só pra eu te negar e dizer que só te vejo como um amigo. E nada mais.

E ele se foi. Mas não foi como quem já havia conquistado o inimigo, terminado sua batalha. Foi como um fraco guerreiro, que foge de cada problema que lhe aparece. E pensar que eu ainda tinha alguma esperança em você… Esperanças, expectativas, tudo, eu tinha absolutamente tudo aquilo que eu sabia que não deveria. Fui burra, me deixei levar pelo seu olhar sedutor… Mas olha só como essa história terminou. E terminou, pois aqui eu coloco um fim. E nunca existiu um nós. Nem nunca vai existir. Sem “nós”, sem você. Só eu. 

Só eu sei o quanto eu gostei de você. Gostei de verdade. Só eu sei o quanto eu sorri, o quanto eu chorei, o quanto eu senti falta. E só eu sei da minha teimosia, por dizer que não senti quando eu ainda sinto. Mas, sabe, você um dia me falou pra acreditar sempre em mim mesma  na hora de seguir adiante. E você me fez ver a vida com outros olhos, me fez enxergar cada mínimo detalhe, dar atenção a tudo aquilo que me fazia feliz. Sei lá, deve ser por isso que eu gostava tanto de você. Você me fazia ser diferente, me fazia querer mudar pra algo melhor. Mas, pensando bem, era aquilo mesmo que eu queria? Você me mostrava o quanto dependia de mim, e eu me via feliz naquela situação… Mas alguma hora eu tinha que perceber… Eu não poderia te carregar nas costas pra sempre. Afinal, te ver dependendo de mim me dava aquela tal sensação de auto-suficiência… Mas nada dura para sempre, não é mesmo querida? Bom, eu estou aqui. Continuo aqui. Firme e forte, me apoiando em cada decisão, seguindo sempre adiante… Não dizendo que vou estar sempre disposta para te esperar… Mas sim que estarei disposta a te receber, se você quiser voltar…

Hoje eu senti sua falta. Acredite, eu ainda sinto. Por mais que eu saiba o quanto você já me fez chorar, o quanto você já mentiu e o quanto eu já quis te matar, ainda te sinto. Ok. Pode ser que eu seja uma idiota. Pode ser que eu não deveria sentir, eu sei que não. Sou uma idiota por insistir em sentir saudade de algo que só me fez chorar… Mas que um dia me fez sorrir, e que um dia foi o meu amor. O amor que eu nunca senti. Não tão forte. Não por outro alguém. Um amor que nunca me fez sentir tanto ao mesmo tempo, e que me mudou por completo. Hoje, depois de tudo ter passado, ainda não posso garantir que tenha me livrado desse amor. Talvez ele ainda viva em mim. Talvez ele ainda me dê saudades… E talvez seja por isso que eu não consiga amar outra pessoa, pelo menos não agora… Não dá… Pessoas chegam e mexem comigo. Elas sempre mexem… Mas elas sempre vão. E você, meu amor, você sempre fica.

Para de pensar no futuro menina, pensa no agora. não existe futuro, se não tiver o agora. Venha o que vier. Você vai sorrir e vai chorar muito ainda, então para de se preocupar tanto. A vida é tão curta! Se quer se apaixonar, se apaixone. E se apaixone, por ele ou por   eles quantas vezes você quiser, quantas você bem entender. E ame, odeie, beije, abrace, mas viva! Viva todo minuto, e não pare por um segundo. 

Talvez te imaginar aqui seja a melhor maneira de não sentir sua falta… Mas como cobrir uma dor tão intensa? Viver fica cada vez mais difícil ao lembrar de você. E cada vez que eu lembro de ti, eu paro. E eu penso. E eu sento. E sorrio. Sorrio por me lembrar de cada cada gesto simples, que me fazia sentir um turbilhão de emoções. Mas o tempo passa, e o meu sorriso tolo já não esconde minhas lágrimas disfarçadas. Sinto sua falta, e peço desculpas. Sei que poderia ter sido tudo diferente. E sei que eu poderia ter dado adeus. E é com a minha dor e o meu arrependimento que eu te peço as minhas mais sinceras desculpas. Mas, me diga, onde você está? Queria saber, e eu tenho tanto pra perguntar… Mas sei que não tenho as respostas. Aonde você está, no geral, eu não sei… Mas, em parte, te guardo comigo, num relicário de saudades que  ficarão comigo pra sempre. Pode ter certeza.