Por mais egoísta que isso seja, me conforta saber que a tua dor é a mesma que a minha (ou até maior).

Aqui estou eu, perdendo a minha noite de sono por você… novamente. Te querer é mais fácil do que eu pensava, e ultimamente eu tenho notado que o meu autocontrole não anda muito bom… Tenho medo do que possa acontecer, medo de não resistir, medo de querer demais… Mas é tudo proibido demais pra ser resistível.

Cadê você que não me esquece… Que chora se eu nego um beijo, e esnoba quando tem a chance. Cadê você, menino doce e amoroso que um dia eu conheci? Cadê, que uma hora apertou a minha mão, e na outra não quis nem saber… Eu bem sei o seu tipo, e já recolhi meus trapos, conheço a tua história, previ essas lagrimas que derramo hoje e prevejo as próximas. Nascemos pra ficar juntos, talvez. Mas, com certeza, não nascemos pra dar certo. É olhando nos teus olhos que eu percebo que não é isso o que eu quero. Quero quem eu amo e quem me ama também, seu amor me confortou e depois só me deixou a mágoa. Não brinque com o que eu sinto, não minta pra mim, não tente me enganar. Nesse jogo ninguém ganha, e se eu sofrer você sofre comigo.

A dor de não te ter não é tão grande quanto a dor de ser esquecida por você. Eu preciso que você sinta o mesmo. Eu não aguento mais essa dor, que me leva pro inferno cada vez que eu paro pra pensar. Eu sinto a sua falta, sinto demais, e me nego a pensar em te ter de volta porque só te quero por egoísmo. Não te amo mais, mas não consigo deixar de sentir sua falta. Nem eu mesma me entendo mais, eu não me reconheço mais, não passo um dia sem lembrar de você, não passo uma semana sem chorar, não posso passar a minha vida longe de você. Você foi a primeira razão, a primeira esperança e o primeiro sonho que eu já tive. Você foi o meu primeiro amor, e hoje se transformou na dor que me destroi toda noite. Eu não aguento mais.

Talvez você não tenha entendido, mas todas as coisas que eu te disse foram verdadeiras.
Não se faça de desentendido, se nós dois sabemos que o seu sentimento é o mesmo que o meu.

Sinto raiva de mim mesma por não conseguir te esquecer.

O suposto último beijo, que era para ter sido último com tanta ternura, virou, por fim, uma rosa. Rosa essa, que eu acreditei de todo o coração que teria sido lançada para confirmar o fim de uma guerra tão dolorosa. Rosa essa que me mostrou, novamente, o quanto a minha inocência me tira da realidade, pois a mesma rosa havia sido lançada apenas para mostrar que a guerra não havia acabado.
E eu sei que você pensou o mesmo, mas a nossa ignorância nos mostrou mais uma vez o que era a dor.

Então, no meio do nosso caos, no meio dos tiros e das armadilhas, uma nova rosa foi lançada, dando a infeliz esperança para algo que já deveria ter partido. Mas essa, por sua vez, fora lançada para dizer que tudo havia terminado.

O que eu e você não imaginávamos era que nenhum de nós sairia vitorioso. Que nós nunca havíamos lutado entre nós dois, e sim contra nós mesmos.
E aquela rosa, negra como não deveria ser, foi o símbolo da nossa eterna derrota.

Meus pêsames a mim mesma, a você, e ao que era para ter sido nosso.

It was so hard not to cry.

Teu nome ecoa em meu pensamento todo dia, mas dessa vez com a certeza de que não me fará mal algum.
Tive a sensação de estar embaixo d’água por muito tempo, e finalmente conseguir voltar a respirar.

Menino,
das poucas certezas que tenho na vida, a mais pura é de que você não será esquecido. Meu coração não te pertence mais, tampouco o meu amor, que um dia foi teu. Mas posso afirmar com grande certeza: você nunca será ninguém. Nunca esquecerei do teu rosto, nem dos motivos que nos levaram às nossas escolhas, tanto as do princípio, quanto as do fim. Nunca esquecerei do teu cheiro, do teu jeito, da tua voz. E tenho uma quase certeza de que você também não me esquecerá. O que tivemos foi uma longa história repleta de vírgulas e desvios, que me levaram até aonde estou hoje, e não deixaram eu me arrepender.

Agradeço aos céus por ter finalmente parado de sentir sua falta.
(Foi uma das coisas mais difíceis que já fiz na vida).

G.